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Depois de um infarto, a vida sexual pode ser retomada com segurança,?

  • Foto do escritor: ricarddo de barros
    ricarddo de barros
  • 10 de ago.
  • 3 min de leitura

Sim desde que a recuperação cardíaca esteja estável e haja liberação médica

 

O medo de ter outro problema cardíaco pode acompanhar quem sofreu um infarto mesmo depois da alta hospitalar. E a vida sexual costuma entrar nessa lista de preocupações. A boa notícia é que, para a maioria das pessoas que se recupera bem, a atividade sexual pode voltar a fazer parte da rotina.

 

Uma parada cardíaca durante o sexo, aliás, é rara. Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no Journal of the American College of Cardiology encontrou esse tipo de ocorrência em apenas 0,7% dos casos de parada cardíaca súbita analisados.

 

Apesar disso, o receio é comum.

 

Sexo exige tanto esforço assim?

A atividade sexual representa um esforço físico moderado. O gasto durante a relação, especialmente antes e durante o orgasmo, pode ser comparado ao de caminhar em terreno plano a uma velocidade de aproximadamente 3 a 6 km/h.

 

Isso ajuda a explicar por que uma pessoa que já consegue realizar atividades cotidianas e exercícios leves sem sintomas costuma ter condições de retomar a vida sexual. Ainda assim, não existe um prazo único para todos.

 

Quando é possível voltar?

O momento depende principalmente da extensão do infarto, do comprometimento do coração e da evolução da recuperação. Em casos menos complicados, a retomada das atividades normais, incluindo o sexo, costuma acontecer entre sete e dez dias. Quadros mais graves, porém, podem exigir um mês de espera, além de acompanhamento mais próximo.

 

A recomendação, portanto, não deve ser baseada apenas no número de dias desde o infarto. O cardiologista precisa avaliar se o coração está estável e quais esforços o paciente já consegue realizar sem dor, falta de ar ou outros sintomas

Essa avaliação vale para homens e mulheres. O que determina a segurança da retomada é muito mais a condição cardíaca do que o sexo ou a idade.





A ansiedade e medo de passar mal podem interferir no desempenho sexual após um infarto e dificultar a retomada da intimidade…

 

O medo também pode atrapalhar

Depois de um infarto, a dificuldade para retomar a vida sexual nem sempre está ligada ao coração. Ansiedade e medo de passar mal podem interferir no desejo e no desempenho, criando uma espécie de ciclo em que a preocupação aumenta justamente a dificuldade de voltar à intimidade.

 

No entanto, o infarto não influencia de forma direta a ereção ou impotência nos homens, na lubrificação nas mulheres ou na fertilidade em nenhum dos dois. Medicamentos usados no tratamento cardiovascular, porém, podem interferir na função sexual em algumas situações. Por isso, qualquer mudança deve ser discutida com o médico, sem interromper remédios por conta própria.

 

O paciente não precisa esperar que o assunto apareça espontaneamente. Perguntar quando é seguro retomar a atividade pode evitar medo desnecessário e ajudar a reconstruir a rotina depois do infarto…

 

Quando procurar ajuda

Dor ou pressão no peito, falta de ar, cansaço incomum, tontura ou mal-estar durante ou depois da relação não devem ser ignorados. Esses sinais exigem avaliação médica, assim como aconteceriam durante uma caminhada, uma subida de escadas ou qualquer outro esforço físico.

 

O mais importante é entender que retomar a vida sexual depois de um infarto não precisa ser encarado como um teste de resistência. Com o coração estabilizado e a liberação adequada, a atividade pode voltar gradualmente à rotina… -

 

FONTE UOL

 
 
 

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