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Por que alguns são mais propensos à depressão que outros ??

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    ricarddo de barros
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Um estudo da Universidade de Barcelona, na Espanha, identificou 19 genes que podem contribuir para que algumas pessoas sejam mais suscetíveis à depressão, à ansiedade e a características como irritabilidade e neuroticismo.

 

Segundo informou a universidade em comunicado, esses genes seriam regulados pelo gene RBFOX1, que atuaria como um "maestro" de uma rede genética, coordenando quando e como diferentes genes envolvidos no funcionamento do cérebro são ativados ou processados.

 

Essa descoberta é especialmente relevante em transtornos psiquiátricos complexos, já que condições como a depressão, a ansiedade e o neuroticismo normalmente não dependem de um único gene, mas sim de pequenos

 

No caso da depressão, a predisposição genética representa apenas uma parte do risco. Seu desenvolvimento também envolve uma combinação complexa de fatores biológicos, psicológicos, ambientais e sociais. O estudo concentra-se em identificar mecanismos genéticos que poderiam contribuir para essa suscetibilidade.

 

Efeito em cadeia

Bru Cormand e Noèlia Fernández, coordenadores da pesquisa, explicam que "se um regulador central como o RBFOX1 estiver alterado, isso poderá desencadear um efeito em cadeia sobre vários processos ao mesmo tempo, como o desenvolvimento neuronal, a comunicação entre neurônios e a regulação da neurotransmissão, o que explicaria por que esses transtornos frequetes.




Foram identificados 19 genes ligados à depressão


Durante a pesquisa, foram identificados 19 genes regulados pelo RBFOX1 que seriam especialmente relevantes para a depressão e outros traços frequentemente observados nos pacientes.

 

Desse grupo, os pesquisadores destacam, além do próprio RBFOX1 como núcleo central, três genes que também regulam a expressão de outros genes (SP4, TCF4 e PAX6), além do CADM2.

 

"Além da depressão, esses genes também foram associados a outros transtornos: o RBFOX1 está relacionado a diversos transtornos psiquiátricos; o CADM2, a dependências e outros transtornos psiquiátricos; o TCF4, à esquizofrenia e à insônia; e tanto o SP4 quanto o PAX6 foram encontrados

 

Rumo a tratamentos mais personalizados


Esses resultados ampliam a compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos na depressão e em transtornos associados e, no futuro, podem contribuir para identificar biomarcadores de risco, aprimorar a classificação dos pacientes e desenvolver novos tratamentos direcionados a vias moleculares específicas

 

Os pesquisadores afirmam que atuar sobre mecanismos compartilhados "poderia beneficiar simultaneamente diversos transtornos que frequentemente aparecem juntos nos pacientes".

 

Próximos passos da pesquisa


Apesar da relevância dessas descobertas, os pesquisadores destacaram que será necessário validá-las em outras amostras e explorar as diferenças entre homens e mulheres, considerando que a depressão apresenta maior prevalência entre as mulheres, além de realizar outros estudos complementares

 

Os pesquisadores afirmam que atuar sobre mecanismos compartilhados "poderia beneficiar simultaneamente diversos transtornos que frequentemente aparecem juntos nos pacientes".

FONTE UOL


 

 





 
 
 

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